Formaturas da EaD da UFJF celebram conquistas, superação e novos caminhos profissionais

17/09/2026

Entre os dias 13 e 15 de setembro, o Cine-Theatro Central, em Juiz de Fora, foi tomado por emoção, celebração e memórias de uma trajetória construída ao longo de anos. O espaço histórico recebeu as cerimônias de colação de grau dos cursos de Educação a Distância (EaD) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), reunindo formandos das licenciaturas em Educação Física, Pedagogia, Computação e Matemática.

A primeira cerimônia foi dedicada aos formandos de Educação Física. Entre eles estava Alan Cunha, do polo de Lagoa Santa. A escolha pelo curso esteve diretamente relacionada à sua trajetória profissional. “Optei por fazer Educação Física porque já trabalho na área e procurei me especializar”, explica.

A experiência profissional, inclusive, já havia aproximado Alan do ensino. Ele conta que dava instruções militares e, atualmente, também presta apoio em uma escolinha de futebol. Nessa trajetória, o polo de Lagoa Santa teve papel importante para que pudesse conciliar a formação com as demais atividades.

Para o formando, chegar ao momento da colação de grau significa transformar anos de dedicação em uma conquista concreta. “É muito satisfatório conseguir um objetivo. É muito valioso”, afirma.

No segundo dia de celebrações, foi a vez dos formandos de Pedagogia. Entre as estudantes estava Juliana Ananias, do polo de Bicas, que encontrou na modalidade a distância uma possibilidade de conciliar diferentes responsabilidades.

A flexibilidade dos horários foi um dos principais fatores que marcaram sua experiência na graduação. “Pude continuar trabalhando e cuidando dos meus filhos. O curso é de muita qualidade”, conta.

A emoção diante da conquista também trouxe lembranças da primeira graduação. Agora, ao receber um novo diploma, Juliana revive a sensação de chegar ao fim de uma etapa construída com esforço e persistência. “A emoção é imensa, igual à da primeira graduação”, relata.

Entre os relatos de formatura, a história de Helvécia de Oliveira, de Ubá, também revela como a universidade pode ampliar perspectivas. Ela encontrou na UFJF a oportunidade de retomar um sonho que, por algum tempo, parecia distante. A formação em EaD acabou proporcionando experiências que foram além da sala de aula.

Durante a graduação, participou da coordenadoria do curso por um ano, integrou o preparatório para o mestrado, atuou como monitora na Semana da Faculdade de Educação (Faced) e acompanhou palestras como ouvinte durante a semana acadêmica.

Cada atividade contribuiu para ampliar sua experiência universitária. O incentivo dos professores para aprimorar a escrita também ganhou um significado especial, já que Helvécia pretende seguir os estudos e ingressar em um mestrado.

Aos poucos, os desafios foram se transformando em aprendizado. Ao chegar ao Cine-Theatro Central para a cerimônia de formatura, ela se viu diante do resultado de uma caminhada que ultrapassou a conquista do diploma. “Tenho muito a agradecer à UFJF, pois ela me fez crescer muito”, afirma.

A emoção, segundo Helvécia, começou antes mesmo da cerimônia. Ao chegar a Juiz de Fora, as lembranças dos anos de graduação vieram à tona, acompanhadas pelas pessoas que fizeram parte desse percurso. “Passa um filme na nossa mente. Eu vejo o quanto cresci com os professores, tutores e colegas de curso”, relata.

No palco do Cine-Theatro Central, a formanda encerrou uma etapa importante e iniciou outra: agora, como profissional formada em Pedagogia e com novos projetos para o futuro.

Também de Bicas veio, para o terceiro dia de colação de grau, uma das formandas do curso de Computação e juramentista da cerimônia, Thalita Medeiros. Para ela, a graduação foi marcada por um percurso longo e desafiador, especialmente pela necessidade de cumprir, na modalidade a distância, as mesmas exigências acadêmicas presentes em um curso presencial.

Apesar das dificuldades, a experiência proporcionou novos conhecimentos e perspectivas profissionais. A estudante, que já atua como professora, afirma que chega à formatura com boas expectativas para o mercado de trabalho. “Foi um curso desafiador, pois todos os trâmites são iguais aos do curso presencial, mas muito gratificante. Adquiri muito conhecimento e já sou professora”, conta.

O momento da colação também foi imaginado durante boa parte da graduação. Por isso, estar finalmente diante da cerimônia teve um significado especial. “É muito emocionante. Pensei muito nesse momento desde o início”, relembra.

Para Rafael Gomes, do polo de Timóteo, a graduação em Matemática exigiu uma relação ainda mais próxima com o estudo individual. Os conteúdos e a complexidade da formação fizeram com que ele desenvolvesse novas maneiras de aprender.

Ao longo do curso, Rafael percebeu que o apoio dos professores era fundamental, mas que a autonomia também seria indispensável para avançar. A experiência o levou a construir uma rotina de estudos própria e a desenvolver habilidades importantes para a futura atuação profissional. “A gente tem que desenvolver uma forma de estudar e de ser autodidata”, explica.

Agora, diante da formatura, os momentos de dificuldade assumem outro significado. O esforço, o tempo dedicado aos estudos e os desafios enfrentados ao longo do percurso se transformam em parte de uma lembrança positiva. “É muito gratificante, pois me dá uma retrospectiva muito positiva. Tem um significado muito grande”, afirma.

Mais do que marcar o encerramento de uma etapa acadêmica, a formatura representou, para os estudantes, a concretização de projetos pessoais e profissionais construídos entre trabalho, família, estudos e diferentes desafios encontrados durante a graduação. Ao final, o diploma materializou uma conquista construída ao longo do tempo e, para muitos, marcou também o início de uma nova etapa.