TCC1 da Especialização em Ensino de Ciências – Ciência é 10 utiliza RPG para ensinar biomas brasileiros e ganha destaque em eventos científicos

16/04/2026

Um projeto acadêmico apresentado na Especialização em Ensino de Ciências – Ciência é 10, no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC 1), tem chamado a atenção por unir educação e jogos de interpretação. Intitulado “Aventuras pelos Biomas Brasileiros: Aplicação de um sistema de RPG (Role-Playing Game) para reconhecimento desses ecossistemas”, o trabalho propõe o uso do RPG como ferramenta pedagógica para o ensino dos ecossistemas do país.

Exposto pelo aluno da Especialização, Rayan Silva de Paula, que possui experiência nas áreas de Biologia Molecular, Biologia do Desenvolvimento, Ecologia Molecular, Divulgação Científica e Ensino de Ciências e Biologia, a proposta incentiva estudantes a explorarem, de forma imersiva, os diferentes biomas brasileiros, assumindo personagens e vivenciando narrativas que integram conteúdo científico e reflexão crítica. O estudo foi orientado pela Professora Drª. Luciana Moreira Chedier.

Segundo Rayan de Paula, o projeto foi inicialmente aprovado e financiado pelo Programa de Iniciação Científica na Educação Básica (ICEB), por meio de edital da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, em 2023, sendo desenvolvido na Escola Estadual Professor Affonso Neves, em Belo Horizonte. Posteriormente, foi apresentado como TCC 1, no âmbito da especialização ofertada com apoio do Centro de Educação a Distância da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

O pesquisador destaca que durante as atividades da iniciativa, os estudantes não apenas aprofundaram conhecimentos sobre os biomas, mas também discutiram as modificações antrópicas nesses ambientes, compreendendo que fazem parte dessa dinâmica ambiental. “A proposta buscou, assim, aproximar o conteúdo da realidade dos alunos e estimular uma visão crítica sobre o meio ambiente”, afirma.

Segundo o pesquisador, ao longo de sua trajetória, ele participou de cerca de 20 eventos científicos, incluindo congressos, seminários e feiras, tanto no ambiente escolar quanto em espaços externos. “A presença nesses eventos contribuiu para a avaliação dos resultados por especialistas e para a divulgação da iniciativa”.

A experiência superou as expectativas iniciais e consolidou-se como prática de pesquisa, levando os estudantes a se reconhecerem como protagonistas na produção do conhecimento. O projeto segue em desenvolvimento, com materiais e registros em plataforma digital, reforçando seu potencial de impacto na educação básica e na popularização da ciência. “Embora nem todos sigam carreira científica, a expectativa é de que levem consigo uma valorização da ciência. A experiência reforça que ações significativas na educação básica são possíveis quando há oportunidade e suporte adequados”, conclui.