Professora da UFJF participa do programa Papo Cabeça e comenta benefícios da música na educação e em cada etapa da vida
Nesta semana, o programa Papo Cabeça, da Radioweb do Centro de Educação a Distância (Cead) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) recebeu a flautista e professora de música da UFJF, Marta Castelo Branco. Durante o bate-papo, ela comentou a importância de se inserir o ensino musical desde as primeiras etapas da vida de uma criança até as atividades que envolvem e incentivam a terceira idade.
Marta considera a música um exercício, e a esse estudo, ela dedicou diversas etapas de sua vida profissional, desde a graduação na Universidade Federal de Minas Gerais, o mestrado na Universidade Federal da Bahia e o doutorado na Universidade de Artes de Berlin (Universität der Künste Berlin). “Me dediquei a diversas disciplinas teóricas, e nesse sentido, relaciono a vocação com a atividade de dedicação e grande esforço”, comentou.
A música representa oportunidades de conhecimento e desenvolvimento para todas as pessoas que com ela convivem. Segundo a convidada, “a música é uma atividade de todos. É possível evocar nas pessoas uma sensibilidade que é de todos, não é próprio da minha pessoa. Cada ser humano é capaz de escutar, e essa escuta é algo que eu entendo como essencial na música, muito mais do que tocar um instrumento”, declarou.
Benefícios do contato e do estudo musical em todas as idades
Quem aprende música é capaz de ouvir melhor. Para Marta, a música pode auxiliar na educação no momento da sensibilização, pois através do contato do ser humano com a arte, é possível desenvolver sua percepção e fazer com que ele se torne um ser humano mais sensível. Ela relaciona essa função à Escola de Música da UFJF: “é uma alegria enorme acompanhar a história de cada um dos alunos. Essa história de se desenvolver com o tempo é possível a todas as pessoas, desde que elas tenham interesse”.
A música pode ser aprendida por qualquer pessoa, independente da idade. “É claro que a gente percebe que pessoas diferentes têm tendências diferentes dentro da música. Essas tendências determinam a facilidade em aprender determinados instrumentos, e a relação íntima com a voz ou um ritmo. Pessoas diferentes têm aprendizados diferentes, que levam a decisões musicais distintas”, relacionou a professora.
Alguns estudos defendem que desde o ventre a criança deve ser introduzida a algumas sonoridades, e Marta aponta a existência de várias escolas que trabalham com bebês de meses de vida: “trabalha-se a sensibilização musical. Só quando o bebê já consegue andar e segurar objetos é que a gente pode incentivá-lo a tocar e tornar-se operacional no sentido da música”.
Além da introdução na alfabetização, a música também apresenta influência positiva no trato com pessoas que possuem dificuldades na fala. “Estudos relacionam uma melhora para as pessoas que são gagas através do aprendizado de música. Para a criança bem pequena, também tem o aspecto ligado ao ritmo, que auxilia no aprendizado dos vocábulos”, explicou.
O ensino musical também tem grande importância no cotidiano de pessoas da terceira idade, por demandarem bastante consciência e flexibilidade do professor em receber o material que o idoso traz e garantir a qualidade nos processos de ensino e recepção desse aluno. “Nos Estados Unidos, existe um projeto que relaciona a memória e a música. Através da escuta de canções, é possível que idosos com doenças severas possam recuperar suas funções, entre elas a fala”.
Para conferir mais detalhes da entrevista da professora de música da UFJF, Marta Castelo Branco, à Radioweb Cead, fique ligado: o programa Papo Cabeça vai ao ar às 15h, com reapresentação no sábado e domingo, no mesmo horário.
Para ouvir, basta acessar o site cead.ufjf.br. A Radioweb Cead também pode ser acessada pelo portais “Radiosbr” e “RadiosNet”. Outra opção é por meio de dispositivos móveis. Para isso, é preciso baixar gratuitamente o aplicativo TuneIn, pesquisar Radioweb Cead e salvar nos favoritos.