Curso “Formação para Docência em EAD” contou com intérprete de libras para alunos surdos

16/10/2015

A equipe de pesquisadores da coordenação acadêmico-pedagógica do Centro de Educação a Distância (Cead) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) realizou o encontro presencial do curso “Formação para Docência em EAD”, no laboratório do Cead. As oficinas começaram nos dias 1º de outubro (turma C) e 02 de outubro(turma D), e ambas têm término previsto para 27 de novembro. Durante o evento, houve participação de intérpretes de libras, que favoreceram o entendimento dos alunos surdos.

Ministrado pelos professores pesquisadores Octavio Vieira Neto, Alan Willian de Jesus e as tutoras Jussaramar Silva e Irlamara Paula Corrêa Martins, o curso tem 60 horas de duração, e será composto por encontros presenciais e atividades de apoio na Plataforma Moodle.

Segundo o professor Octavio Vieira Neto, a oficina presencial tem como objetivo apresentar e também praticar, de forma avançada, as principais noções de recursos online livres, presentes na web 2.0. “Na capacitação, incorporamos várias ferramentas nos ambientes virtuais de aprendizagem, em específico, na plataforma Moodle do Cead. Exploramos questões como computação em nuvem, Google e utilização dos seus principais recursos no Moodle, edição de vídeos no YouTube, entre outros.

No momento online, serão abordados os principais conceitos, discussões e críticas sobre a docência no ensino superior e a docência online. “Também discutiremos como, a partir de prerrogativas conceituais e práticas, produzir um Projeto Educacional Inovador. Além disso, no primeiro momento online, debatemos sobre os principais aspectos e desafios sobre a questão da acessibilidade e a inclusão nos cursos de EAD”, comenta.

O professor pesquisador complementa frisando que o principal diferencial deste projeto de capacitação é poder, por meio de ações práticas relacionadas às discussões teóricas, repensar os métodos e procedimentos na educação a distância e na docência online. “Examinamos os processos inovadores, sempre com o intuito de ampliar a qualidade do processo de ensino e aprendizagem”.

De acordo com o cursista Daniel Costa de Pádua, professor de Computação da Universidade Federal Fluminense, o motivo principal para cursar a capacitação foi identificar estratégias para ajudar os alunos. “Os encontros foram bem intensos, com muito conteúdo. O cursista deve ter atenção total para assimilar o conteúdo, que é extremamente prático e útil”, destaca.

Octavio Vieira Neto finaliza revelando que as oficinas foram muito proveitosas.  “Elas nos possibilitaram, além de um maior engajamento do professor cursista, uma discussão ampla sobre as principais tendências tecnológicas na educação, bem como promoveram inovações significativas para o processo de ensino e aprendizagem, acessibilidade e inclusão”, conclui.

 

Acessibilidade e inclusão

Durante todo o momento presencial da capacitação, os cursistas puderam contar com a presença de intérpretes de libras para os alunos surdos. Para a cursista Michelli Hurta, professora de libra da UFJF e surda, é importante que os professores de libras da UFJF participem da capacitação, incentivando o reconhecimento da linguagem de libras no Universo da UFJF.

A questão da acessibilidade e inclusão é um dos projetos que pertencem a todos os cursos do Cead. “Sob a coordenação do professor pesquisador Alan Willian de Jesus, estas questões têm sido abordadas e discutidas no sentido de encontrarmos, cada vez mais, novas possibilidades metodológicas e técnicas que promovam a inclusão de todos nos processos de capacitação do Cead e das demais unidades de ensino da UFJF.

Já para a cursista Maria Luiza Firmiano Teixeira, professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais, o Cead é reconhecido a nível nacional.  “Como o Centro tem um know how em EaD, achei que seria importante cursar mais essa qualificação. O curso trouxe tecnologias inovadoras e gratuitas, para que consigamos nos aproximar do aluno, aumenta o contato e faz com que o aluno não se sinta isolado, esquecido”.

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