Aluna de Pedagogia EAD desenvolve projeto que alia brincadeiras e aprendizagem infantil nas escolas
A importância de brincadeiras lúdicas no processo de aprendizagem infantil. Foi a partir desse tema que a aluna Camila Ávila, do polo de Ilicínea, realizou seu trabalho de conclusão da graduação em pedagogia pela Educação a Distância (EAD). A estudante aplicou os conhecimentos adquiridos no curso na realidade da escola na qual estagiava. O bate papo com ela vai ao ar nesta terça-feira, 22, às 15h, no programa Papo Cabeça, da Radioweb Cead, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).
De acordo com Camila, a ideia de estudar a aplicação de brincadeiras no processo de aprendizagem infantil surgiu com o estágio na disciplina de Educação Infantil. “Devido às disciplinas do curso, eu vi que o brincar é importante no desenvolvimento não só cognitivo, mas psicológico das crianças, então achei que seria um fato importante para observar e estudar“, explica. Brincadeiras como queimada, bambolê, pique-esconde e pula corda foram as escolhidas pela graduanda para experimentar as teorias estudadas.
Ela conta que a escolha da
s atividades foi motivada pela infraestrutura da escola. “Tentei adaptar as brincadeiras no pátio, mas algumas atrapalhariam as salas de aula. Tive brincadeiras restritas, pois se tivéssemos mais espaço adequado, teríamos outras oportunidades para desenvolver com os alunos”, justifica.
Os resultados dos momentos lúdicos no processo de aprendizagem infantil são muitos. Segundo ela, eles “auxiliam na parte de atenção, em seguir regras, por exemplo, queimada tem regras. Com isso, a criança aprende a ter regras, não só no colégio, mas em seu cotidiano. As crianças aprendem a conviver em sociedade, a dar a vez ao colega”. Durante a execução do projeto, ela relata que foi possível ver mudanças no comportamento das crianças, quando comparadas a situação inicial e a final, tais como menor inibição e facilidade de entrosamento.
Camila relata o desejo de permanecer aplicando os conhecimentos profissionalmente junto às crianças, após a formatura. E as intenções não param por aí: ela já expressa a vontade de continuar na vida acadêmica após o fim da graduação. “Não quero parar, quando formar, quero fazer mestrado e doutorado na área de educação infantil. Eu me descobri nisso”, ressalta.
Quem vê a jovem de 27 anos empolgada com os próximos passos da carreira profissional não imagina que o início da faculdade foi de grandes dificuldades. A começar pela escolha da profissão, já que, segundo ela, não tinha interesse em cursar Pedagogia. Quem a motivou a tentar foi a madrinha, que também atua na área. “Fiz o vestibular e até pensei em desistir. Ela me incentivou a tentar, e hoje acho que é um curso que eu deveria ter feito há muito tempo”, conta.
Quando questionada sobre o vínculo com a UFJF mesmo cursando a graduação a distância, Camila é enfática: “Até então eu não conhecia, mas hoje estimo muito essa Universidade. Foi depois do curso que mudei de expectativa de vida. A UFJF proporciona uma ligação entre o aluno e a Universidade, mesmo a distância. Os professores e tutores são bem próximos, ligados aos alunos, isso proporciona um bom convívio, mesmo pela internet”, declara.